Funcionária da AL estava lotada em setor 'desativado'
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terça-feira, 09 de junho de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma explicação dada pelo comando da Assembleia Legislativa dentro do inquérito administrativo que corre sobre uma suposta funcionária ''fantasma'' da Casa coloca em xeque o controle de pessoal do Legislativo. Ao saber pela FOLHA que a funcionária N.C.P. não trabalhava mais na Casa, embora seu nome constasse na lista de funcionários divulgada em março, o comando da Assembleia Legislativa informou que apuraria o caso, mas antecipou que ela estava lotada no Interlegis, onde outro funcionário também trabalharia. O Interlegis, contudo, está desativado desde o ano passado - informação que não foi acrescentada pela Assembleia.
Ontem, a Reportagem foi até o local onde funcionaria o Interlegis, quando foi informada que o setor estava ''desativado''.
O Interlegis é uma Rede de Integração e Participação Legislativa organizada pelo Senado Federal. Assembleias legislativas e câmaras de vereadores em todo o País podem aderir ao Interlegis, desde que tenham espaço adequado e o equipamento necessário (em determinados casos o equipamento foi cedido pelo Senado Federal, via recurso do Banco Interamericano de Desenvolvimento). Uma das principais atividades oferecidas pelo Interlegis é a videoconferência.
A assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa, procurada pela Reportagem, retornou informando que o Interlegis será transferido para um local alugado pela Casa, e se tornaria parte integrante de uma proposta maior, a chamada ''Escola do Legislativo''. A ideia seria organizar cursos para funcionários do Legislativo. Ontem, não havia detalhes sobre onde estaria trabalhando o outro funcionário lotado no Interlegis. A assessoria de imprensa também não sabia informar se o cargo comissionado de N.C.P. foi criado especificamente para o Interlegis.
O inquérito administrativo para apurar a situação da suposta funcionária ''fantasma'' ainda não está concluído. A assessoria de imprensa da Casa informou que ela foi exonerada na semana passada, mas que ela ainda não foi ouvida. Atualmente, ela mora em Maringá.


