Agência Estado
De Brasília
A declaração do IR da Confederação Brasileira de Badminton mostra que o governo ainda não tem qualquer controle sobre o funcionamento dos bingos no País. A instituição foi considerada ilegal e inadimplente pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp), apesar de ter pago R$ 335 mil de imposto e ter contribuído para o esporte paulista. Importado da Índia, o badminton é uma espécie de tênis, jogado com peteca. Na semana passada, o Indesp divulgou um documento revelando que todas as confederações que controlam bingos em São Paulo teriam recolhido, juntas, R$ 145 mil em 1998.
Segundo o presidente da Confederação de Badminton, Luís Manuel Fonseca Barreto, a divulgação da relação é uma prova da falta de controle e mostra o descrédito do Indesp, que apontou os bingos de São Paulo como os maiores sonegadores de impostos do País. Só o valor recolhido pela confederação fica 131% acima do relatório apresentado pelo governo.
O documento apresentado por Barreto é essencial para a compreensão de um problema sobre o qual o Indesp não tinha controle. Muitas confederações, disse Barreto, vêm pagando os impostos, mesmo sem ter conseguido passar pela burocracia do Indesp para renovar as licenças. ‘‘A notícia sobre sonegação é pejorativa para os bingos de São Paulo’’, disse Barreto. ‘‘Vários estão pagando impostos, mesmo sem conseguir a renovação.’’
Barreto explicou que a licença para operar bingos em São Paulo era estadual até o fim de 1997 e com a mudança da legislação em 1998, que passou o controle para a esfera federal, muitas federações enviaram novo pedido de funcionamento ao Indesp, que não analisou a documentação a tempo.
O presidente do Indesp, Augusto Viveiros, admite que o levantamento sobre sonegação dos bingos em São Paulo foi feito a partir de dados que os bingos declararam ao próprio Indesp, e não à Receita.

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