Curitiba - O funcionalismo público estadual está acelerando o ingresso de pedidos de aposentadoria. No primeiro semestre deste ano foram protocolados 1.878 pedidos de aposentadorias junto à Secretaria de Estado da Administração. Esse número supera o volume de aposentadorias deferidas em todo o ano passado, que somaram 1.813 pedidos. As categorias que mais estão pedindo aposentadoria pertencem a serviços essenciais como a Polícia Militar, Polícia Civil e Magistério.
O funcionalismo está se apressando porque teme a reforma que está sendo discutida no Congresso Nacional. Os funcionários de classes especiais como professores e policiais temem a perda da aposentadoria especial aos 25 anos para mulher e 30 anos para homem. Dos pedidos apresentados até agora, 446 pertencem à Polícia Militar, 244 à Polícia Civil e 726 pertencem à categoria de professores.
O secretário da Administração, Reinhold Stephanes, atribui o aumento dos pedidos de aposentadorias por parte dos servidores à falta de informação. Segundo o secretário, quem já tem tempo de contribuição e idade para se aposentar não vai perder o direito, independente da aprovação da reforma. Além disso, o governo do Paraná, vai transformar a contribuição de quem já atingiu a condição para se aposentar em abono, o que vai elevar o salário mensal.
Segundo o delegado Fauze Salmen, presidente da Associação de Delegados de Polícia (Adepol), mais de 60 delegados já entraram com pedidos de aposentadoria motivados pela falta de perspectivas na carreira, por falta de apoio do governo e porque também foram preteridos em promoções.
O coronel Elizeu Ferraz Furquim, presidente da Associação de Defesa dos Direitos de Policiais Militares e Pensionistas (Amae-PR), disse que o projeto de aposentadoria é prejudicial aos militares. ''Em vez de combater os marajás, que recebem proventos realmente elevados, o governo está preferindo jogar as categorias profissionais importantes para o País na vala comum dos baixos salários.''
Para o secretário-geral do Sindicato dos Professores, Luiz Carlos Paixão da Rocha, o servidor está temendo o impacto da reforma na sua aposentadoria. Isso porque, ele vai perder a integralidade do salário, que será substituída por uma média salarial.

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