Funcionalismo federal ameaça entrar em greve
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Folhapress 
São Paulo - A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público (Condsef) ameaça convocar uma plenária logo depois do Carnaval para discutir uma possível paralisação dos servidores públicos. O protesto seria uma resposta ao eventual cancelamento dos reajustes salariais. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que os salários dos servidores públicos e dos militares estão congelados até que o ''rombo'' de R$ 40 bilhões no Orçamento, provocado pela extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), esteja resolvido.
''Nós não temos a menor condição de decidir nenhum aumento de pessoal no momento em que eu tenho um desequilíbrio no Orçamento. Eu preciso primeiro resolver os problemas do Orçamento para depois tratar disso'', disse o ministro.
O Condsef não aceita as explicações do governo e quer o cumprimento de um acordo negociado em dezembro. ''Nosso reajuste não pode ser cancelado por conta de um motivo que não tem nada a ver com o funcionalismo. Os servidores não têm culpa de nada'', disse Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Condsef.
Segundo ele, os servidores devem se reunir com o ministro Paulo Bernardo no dia 23. ''Neste dia, esperamos que o ministro mantenha os acordos já fechados. Caso contrário, vamos colocar o bloco na rua. Ou seja, vamos convocar uma plenária para discutir paralisação'', afirmou o diretor do Condsef.
Militares
O corte orçamentário de R$ 20 bilhões para compensar parcialmente a perda de arrecadação da CPMF levou o governo federal a suspender as negociações sobre o reajuste salarial dos militares, conforme havia prometido o ministro Nelson Jobim (Defesa) para 2008.
Em nota, a Defesa culpou a extinção da contribuição no Congresso pela suspensão da negociação do reajuste e ''eventuais ajustes'' nos investimentos e custeios do ministério.
As definições, segundo o ministro, só irão ocorrer a partir da segunda quinzena deste mês. ''As conversas estavam avançadas em dezembro, mas foram suspensas em função das mudanças no Orçamento de 2008, geradas pela extinção da cobrança da CPMF, que frustrou receita de R$ 40 bilhões'', diz a nota.


