O funcionário público João Carlos Cleci, 56 anos, não sabia muito bem as razões que o levaram a estar de prontidão na Assembléia Legislativa, acompanhando a votação. Ele trabalha no setor de Pessoal da Secretaria de Administração e, junto com outros 20 servidores do departamento, teve a incumbência de deixar o trabalho de lado para engrossar as fileiras das pessoas que apóiam a privatização. ''Viemos por livre e espontânea vontade'', jurava.
Cansado e diante de fileira de policiais que barrava a entrada, ele não conseguiu ficar dentro das galerias. Preferiu ficar no corredor. Disse que depois da sessão, ''talvez'' tivesse de retornar ao trabalho. ''A minha chefe está aí. Então tudo bem de eu ficar, mais depois acho que teremos de voltar para o trabalho'', afirmava. Certo do dever cumprido, ele garantia que sua presença ali poderia ajudar o governo a garantir a privatização.
Há 34 anos trabalhando como funcionário público estadual, João Carlos Cleci disse ser favorável à venda da Copel. Ele considera que a privatização melhorará seu salário. ''O governo disse que vai dar aumento para nós se vender a Copel. Isso vai ser bom para a gente que é servidor'', dizia. (C.M.)

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