Brasília - Os gastos públicos com os funcionários dos três Poderes estão estabilizados em 5% do Produto Interno Bruto (PIB), apesar de terem aumentado em R$ 23 bilhões nos últimos três anos. Na tentativa de amenizar as críticas que tem recebido por causa do aumento das despesas com pessoal e encargos do setor público, o governo federal divulgou ontem um relatório sobre a evolução desse tipo de dispêndio, que, com os benefícios previdenciários, é considerado crucial para a administração das contas públicas.
Segundo o documento, feito pelo Tesouro Nacional, em 2002, foram pagos R$ 75 bilhões em salários e remunerações para os funcionários públicos ativos, aposentados e pensionistas, civis e militares, do Executivo, Legislativo e Judiciário. A meta desses gastos projetada para o fim deste ano é atingir R$ 98,1 bilhões. A administração federal argumenta que esse aumento, considerando o impacto da inflação (medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo), não indica ''descontrole'' desse item no Orçamento.
Buscando amenizar as críticas, o relatório destaca que a evolução do gasto com servidores, se comparado ao crescimento econômico (PIB), está há três anos no patamar de 5% e abaixo do nível mais alto verificado em 2002 (5,6%). Em relação ao número de servidores federais dos três Poderes, eles passaram de 2,037 milhões para 2,151 milhões de funcionários entre janeiro 2002 e dezembro de 2004, incluindo aposentados, pensionistas e trabalhadores de estatais pagos com dinheiro do Poder Executivo. Entre os ativos, o número cresceu de 1,049 milhão para 1,105 milhão. Esse contingente equivale a 0,61% da população do País, menos do que os 0,72% registrados em 1995. (Isabel Sobral e Sérgio Gobetti)

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