Em visita a Londrina ontem, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) afirmou que não está cogitando, hoje, presidir a CPI do Apagão - que deve ser instalada na Câmara dos Deputados - embora seu nome seja um dos mais cogitados para investigar a crise do setor aéreo. Fruet disse que nunca pediu para integrar outras comissões, já que quem faz este tipo de pedido tem que dar explicações. ''Entendo que a gente tem que entrar em uma comissão com liberdade de atuação'', argumentou.
Fruet lembrou que já participou de duas comissões, e que uma ''doença'' deste Congresso é ficar eternamente fiscalizando. ''Este é um Congresso da não-decisão, um Congresso que só vota medida provisória, que não consegue pensar o futuro do País'', criticou. Segundo ele, ainda não se sabe como será instalada a Comissão e se a oposição terá a possibilidade de indicar o presidente ou relator. ''Os deputados do partido que vêm participando do processo, Vanderlei Macris (SP) e Otávio Leite (RJ), são pessoas que estão preparadas e que já vêm trabalhando com outros parlamentares nos últimos 40 dias.''
Segundo Fruet, uma Comissão mista com participação do Senado e Câmara dos Deputados seria inviável neste momento. ''Vamos ter que administrar as duas CPIs, porque para fazer uma Comissão mista seria necessário um novo pedido ao Supremo.''
Para o deputado, o principal desafio é fazer um trabalho que dê resultado. ''Esta será uma CPI diferente das outras, não vai começar quebrando sigilo bancário, fiscal, telefônico. Até porque esta começa em circunstâncias muito diferentes, decorrentes do acidente da Gol. A greve dos controladores é apenas uma parte da história, tem muita coisa em jogo, como o comando da Infraero e a própria existência e fortalecimento da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).''
Sobre a mudança nas regras da reeleição, Fruet disse não haver ainda uma posição oficial do partido. ''A discussão ainda está começando'', argumentou. O deputado aproveitou a oportunidade para anunciar Luiz Carlos Hauly como o provável candidato do PSDB à prefeitura de Londrina. ''A idéia é ajudá-lo e incentivá-lo. Londrina é um município estratégico para qualquer projeto estadual ou nacional do PSDB.'' Mas ainda é cedo, segundo ele, para falar em coligações.
Fruet está percorrendo o Paraná para divulgar os seminários regionais que serão realizados pelo partido e um congresso nacional, que deve acontecer no final de setembro em Brasília.

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