Curitiba - A espera de um posicionamento do PSDB para viabilizar sua candidatura à Prefeitura de Curitiba em 2012, o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) criticou ontem, em entrevista à imprensa, o ''silêncio'' da cúpula tucana e voltou a admitir publicamente que tem conversado com outras legendas. ''Existe decisão de se ter um projeto? Então vamos debater, e vamos debater em público. Não existe disposição? Então o silêncio é a resposta'', disse Fruet, cujo nome na disputa ao Executivo bate de frente com a intenção de uma ala tucana em carregar o nome do atual prefeito da Capital, Luciano Ducci (PSB), virtual candidato à reeleição.
Fruet criticou o interesse ''de grupos'', em detrimento do interesse ''propriamente partidário'', e afirma que procura, sem sucesso, o diálogo dentro do PSDB. ''Coloquei meu nome à disposição para ser presidente do diretório municipal, e me foi negada essa possibilidade. O PSDB na Capital não está oficialmente organizado, em razão desse impasse'', disse ele. O ex-parlamentar se refere à decisão do presidente estadual do PSDB, Beto Richa, e do vice-presidente da legenda, Valdir Rossoni, em assumir provisoriamente o comando do diretório municipal, em detrimento da recondução do vereador de Curitiba João Cláudio Derosso, que defende o apoio a Luciano Ducci. ''O que não pode é esse silêncio constrangedor. A negação desse debate'', disse Fruet.
Mas, Fruet, que teve boa votação nas eleições de 2010, quando disputou o Senado, ainda não revela seu destino. Oficialmente, ele já foi convidado a se filiar no PPS e no PDT, que garantiram ao tucano a cabeça de chapa na eleição municipal. O assédio também chega do PMDB e do PSD. Fruet tem conversas marcadas com o senador Osmar Dias (PDT) e com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT). Ele promete anunciar seu destino até o final do mês.

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