Curitiba - O presidente do diretório estadual do PMDB e pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, deputado federal Gustavo Fruet, emitiu nota ontem condenando a presença de petistas no lançamento da chapa Unidade da Oposição, que concorre à eleição do diretório do PMDB de Curitiba, marcada para o próximo domingo. A chapa Unidade da Oposição é a do atual presidente, Doático Santos, e foi lançada sábado último. A chapa adversária é encabeçada pelo diretor do Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná, vereador licenciado Marcelo Almeida, e tem o apoio de Gustavo.
Ao contrário de Gustavo, defensor da candidatura própria, o grupo de Doático prefere uma aliança com o PT no primeiro turno. O pré-candidato, nesse caso, é o deputado estadual Angelo Vanhoni (PT). E Vanhoni esteve no evento com Doático no sábado, acompanhado do diretor brasileiro da Itaipu Binacional, deputado federal licenciado Jorge Samek.
Para Gustavo Fruet, além de ''representar uma ingerência indevida nas questões internas do PMDB, o fato denota a tentativa de impor uma candidatura''. E continuou: ''Isso não é construir aliança. É a imposição de candidatura única por parte de quem tem a responsabilidade de dar sustentação aos governos estadual e federal''.
Vanhoni defendeu-se alegando que sua presença não significa ingerência no partido de Gustavo. ''Meus amigos estão tanto em uma chapa quanto na outra. Minhas relações de amizade são com o PMDB como um todo. Se houve interpretação diferente, só tenho que tentar esclarecer'', disse Vanhoni ontem aos jornalistas.
Para Fruet, ao participar do lançamento da chapa peemedebista, o deputado Ângelo Vanhoni ''confundiu a liderança do governo com o PMDB''. O presidente do PMDB estadual também criticou a postura de Samek. ''Ao renunciar ao mandato popular (deputado federal) em troca de um projeto pessoal e de governo em Itaipu, Samek abriu mão do debate eleitoral. O máximo que ele pode discutir com Doático Santos são assuntos ligados a turbinas.''
Na opinião de Gustavo, a participação de Vanhoni e Samek em eventos do PMDB representa uma indelicadeza com o PMDB. ''É uma forma de evitar o debate. O PT quer mamão com açúcar'', protestou Gustavo Fruet. Jorge Samek não quis colocar ''mais lenha na fogueira'', e não comentou as declarações de Fruet.

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