Ivan Frota está no bloco dos nanicos ideológicos. Diz que tem mensagem nacionalista e de denúncia de FHC como chefe de um governo, ‘‘que chega às raias da traição nacional’’, afirma. O militar criticará a ‘‘abertura indiscriminada’’ da economia e proporá redução de até 50% nos impostos de empresas do ‘‘setor produtivo’’. Ele também diz que vai ‘‘denunciar a farsa do real, que suborna o povo com facilidades para comprar frango e dentadura’’. ‘‘Acho que o País ganharia com uma pessoa como eu na presidência.’’
O bloco dos ‘‘nanicos ideológicos’’ também é integrado pelo trotsquista José Maria de Almeida, do PSTU, que tem surpreendido nas pesquisas com 1% das preferências, cerca de 1 milhão de votos. O PSTU tem direito, por dia, a 1 minuto e 11 segundos.
Outro pequeno com ideologia bem definida é Enéas Carneiro, do Prona, que concorre pela terceira vez. Enéas teve 4,7 milhões de votos no pleito de 1994, quando ficou em terceiro lugar, desbancando políticos de tradição como Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (PMDB), e tem tido cerca de 5% das intenções nas sondagens. Com discurso ultranacionalista, Enéas promete que, se virar presidente, o Brasil terá bomba atômica.
O ex-presidente Fernando Collor luta pelo direito de ser candidato a presidente pelo PRN, mas, com seus direitos políticos suspensos, não conseguirá registrar sua candidatura. O partido tem direito a 1 minuto e 16 segundos por dia na propaganda, espaço que deverá ser ocupado por outro.
A lista de nanicos também tem Oswaldo Oliveira, que concorreu à prefeitura do Rio em 1996 pelo PRP, quando ficou em sexto lugar, com 24.993 votos (0,8% do total), além de Sérgio Bueno (PSC), José Maria Eymael (PSDC), Vasco de Azevedo (PSN), Dorival de Abreu (PTN) e João de Deus Barbosa (PT do B). (Wilson Tosta)

mockup