Frieza marca única aparição pública
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terça-feira, 14 de outubro de 1997
Agência Estado Brasília 
France PressePSTU, PT e PSB protestam. Mas presidente americano não vêO rigor da segurança norte-americana, que tentou até instalar um detector de metais na Praça dos Três Poderes, acabou transformando a única aparição pública do presidente Bill Clinton em Brasília numa recepção fria e protocolar. Menos de 80 pessoas foram ontem de manhã até a praça para ver Clinton subir a rampa do Palácio do Planalto. O pequeno número de populares na Praça levou o comando da Polícia Militar do Distrito Federal a reduzir de 400 para 250 o número de soldados no local.
Clinton chegou ao Planalto pontualmente às 10h. Passou em revista a tropa e subiu a rampa. Ao lado do presidente Fernando Henrique Cardoso, ouviu a execução dos hinos norte-americano e brasileiro e a salva de 21 tiros de canhão. Em seguida, os dois presidentes cumprimentaram-se para o registro dos fótografos e cinegrafistas e o presidente Fernando Henrique apresentou a Clinton alguns de seus ministros.
Na fila de cumprimentos, estavam 12 dos 27 ministros brasileiros. Entre eles os que participariam da assinatura de acordos bilaterais, como Paulo Renato Souza, da Educação, e Luiz Carlos Bresser Pereira, da Administração. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, não assinou nenhum acordo, mas esteve presente. O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, não apareceu.
No mezzanino do Salão Nobre, além de jornalistas, 50 crianças, de 9 a 12 anos, da escola pública da superquadra 106 norte, assistiram à cerimônia. Com bandeirinhas do Brasil e dos Estados Unidos, que ganharam no Planalto, elas saudaram Clinton. Participaram da solenidade como parte do programa Aula Cívica, no qual conhecem as instalações do Planalto e o funcionamento do poder Executivo.
Protesto Cerca de 50 manifestantes, com bandeiras do PSTU, PT e PSB, se reuniram ontem à tarde na frente do Congresso para esperar a chegada do presidente Bill Clinton. Um dos manifestantes teve a mão ferida com a explosão de um rojão e foi hospitalizado. Não houve incidentes quando a limusine de Clinton passou pelo local. De manhã, representantes de sete cidades-satélites de Brasília chegaram atrasados à Praça dos Três Poderes - Bill Clinton já havia entrado no Palácio do Planalto - para reclamar contra o atraso na liberação de verbas do Banco Mundial para o financiamento de obras de saneamento. Segundo os próprios organizadores do protesto, o Ministério da Fazenda é o responsável pelos atrasos.


