Mesmo com uma pesquisa do Datafolha, do dia 24 de dezembro do ano passado, apontando o senador Alvaro Dias como o primeiro colocado na corrida sucessória ao Palácio Iguaçu, com 39% das intenções de votos, o PDT prefere demonstrar cautela ao expor seus planos para as eleições deste ano. ‘‘O senador Alvaro Dias é um nome forte, e nós temos intenção de lançar candidatura própria. Mas como a Presidência também estará em disputa nesta eleição, precisamos esperar as alianças partidárias em nível nacional para definirmos as candidaturas’’, afirma o presidente do PDT estadual, Nelton Friedrich.
A moderação é uma das características do senador. Nas eleições de 1998, Alvaro abdicou de sua candidatura ao governo do Estado por não achar viável o lançamento de dois candidatos fortes da oposição. Na época, Roberto Requião (PMDB) não quis fechar um acordo com Alvaro para enfrentar a candidatura de Lerner à reeleição. Alvaro lançou então sua candidatura ao Senado, sendo muito criticado por Requião, que o acusou de ter feito um ‘‘acordo branco’’ com o governador do Estado.
Apesar das declarações de Friedrich, a candidatura de Alvaro ao governo é quase certa. Com mais quatro anos de mandato no Senado assegurados, o pedetista deve lançar-se ao governo, enquanto seu irmão Osmar tenta a reeleição como senador. ‘‘O Osmar Dias tem um trabalho ótimo, unindo firmeza nas ações e um espírito conciliador. É o melhor nome do partido para disputar o Senado’’, elogia Friedrich.

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