Frente Trabalhista pode implodir
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quarta-feira, 24 de abril de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - A Frente Trabalhista (PDT-PTB-PPS) do presidenciável Ciro Gomes está por um fio. Ontem o presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, anunciou que não vai mais se meter no impasse político envolvendo os partidos da Frente no Rio Grande do Sul e demonstrou que sua paciência com o ex-governador Leonel Brizola (PDT) está chegando ao limite.
Estou lutando desde o início pela unidade. Agora, quem tem que resolver o problema do Rio Grande do Sul são os gaúchos, não eu. Acho que os três partidos de lá devem sentar e buscar o consenso. Não vou mais falar disso, afirmou Freire.
Brizola tem dito que o PDT só permanecerá na Frente se o candidato no Rio Grande do Sul for o vereador pedetista José Fortunati, que é rejeitado pelo PPS gaúcho, controlado pelo ex-governador Antônio Britto (PPS). Brizola não aceita apoiar Britto.
Na tentativa de contornar a crise na aliança, Britto, na semana passada, chegou a enviar carta a Freire na qual dizia que seria candidato a deputado estadual.
Anteontem, porém, o ex-governador voltou atrás: deu prazo até 1º de maio para que a Frente resolva a crise, caso contrário o PPS deverá seguir o seu caminho o que o coloca de novo na disputa estadual.
Fortunati já tem o apoio dos petebistas. Pelo acordo fechado entre as lideranças do PDT e do PTB, ele será o candidato ao governo, José Fogaça (PPS) tentará a reeleição ao Senado e Sérgio Zambiazi (PTB) ficará com a outra vaga de senador. O vice poderá ser indicado pelo PPS.
Acho o Fortunati um grande quadro político, mas ele tem problemas consensuais, assim como o Brito tem relação ao PDT, disse Freire, que criticou indiretamente Brizola ao afirmar que não é impondo nomes que a crise será resolvida.


