Frente Trabalhista ataca TSE e Serra
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sexta-feira, 06 de setembro de 2002
Luiza Damé<BR>Agência Folha 
Brasília A Frente Trabalhista, que apóia a candidatura de Ciro Gomes (PPS-PTB-PDT) à Presidência, abriu ontem guerra contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seus líderes defenderam desde a convocação de observadores internacionais para acompanhar as eleições até a extinção da Justiça Eleitoral.
O líder do PPS na Câmara, João Herrmann Neto (SP), divulgou carta relatando fatos que demonstrariam a proximidade do presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, com o presidenciável José Serra (PSDB), e do ministro-auxiliar Carlos Eduardo Caputo Bastos com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Os dois tomaram várias decisões favoráveis a Serra nos últimos dias. Para a Frente Trabalhista, o TSE tem sido ''parcial'' ao decidir processos que envolvem Ciro e Serra.
Jobim e Caputo Bastos informaram, por meio da assessoria do TSE, que não comentariam a carta do líder do PPS. Herrmann lembrou no documento que Jobim morou no apartamento de Serra quando se separou de sua primeira mulher (no início do segundo mandato de FHC) e que a atual mulher do presidente do TSE, Adrienne Senna, é funcionária do governo e foi assessora do tucano na Câmara.
Segundo Herrmann, Caputo Bastos foi advogado de FHC na campanha da reeleição em 1998 e depende do presidente para ser reconduzido ao posto no tribunal no dia 26 de setembro. ''Creio que o TSE se transformou num fórum decisivo para a campanha. E temo que não esteja sendo imparcial'', afirmou.
A Frente está discutindo com os outros dois candidatos da oposição, Anthony Garotinho (PSB) e Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a convocação de observadores internacionais para a eleição.
Em São Paulo, João Hermann chamou José Serra de ''bandido, facínora e bandoleiro'', em discurso na frente do Ministério Público Federal (MPF), onde o candidato da Frente Trabalhista a vice-presidente, Paulo Pereira da Silva (PTB), prestava depoimento no processo que investiga a ligação da Força Sindical da qual Paulinho é presidente licenciado na compra de uma fazenda supostamente superfaturada no interior paulista.
Paulinho também partiu para o ataque contra a Controladora Geral da União, Anadyr de Mendonça Rodrigues, que abriu o processo de investigação contra a Força. Paulinho apelou para o xingamento pessoal e disse que Anadyr ''é mal amada''. E a acusou de ''esconder todos os problemas de corrupção do governo federal''.


