Frente de Trabalho pede esclarecimentos sobre demissões
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2001
Silvana Leão De Londrina 
Uma comissão de 15 funcionários da Frente de Trabalho da Prefeitura de Londrina reuniu-se ontem de manhã com o secretário de Recursos Humanos, Rubens Menoli, para pedir esclarecimentos sobre os critérios que serão adotados para a demissão de 30% do pessoal, como foi anunciado pelo prefeito Nedson Micheleti.
Segundo Alzira Lopes Ribeiro, que está lotada na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), a maior preocupação é com os funcionários que trabalham nas ruas, sem direito a férias, 13º salário e outros benefícios. Ela disse que todos saíram informados da reunião, mas não animados, pois tiveram a confirmação de que as demissões vão mesmo ocorrer. Ela ficou conhecida no ano passado por ser uma das coordenadoras do chamado Movimento Pela Legalidade, que defendia o ex-prefeito Antonio Belinati.
Para o funcionário do Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) da zona sul, José Lourenço, não ficou claro como serão escolhidos os nomes a serem demitidos. Lourenço defende a formação de comissões ou diretorias nos diversos setores da frente para auxiliar na definição de nomes.
Menoli disse achar complicado delegar esta tarefa aos próprios funcionários e explicou que caberá aos secretários analisar cada caso e definir os nomes. Segundo ele, embora a frente tenha sido criada para atender às necessidades braçais e sociais, com o tempo aumentou muito o número de funcionários em setores administrativos. Atualmente, eles representam aproximadamente metade dos 2.106 contratados pela frente.
De acordo com levantamento feito nas secretarias, a pasta que mais utiliza pessoal da Frente de Trabalho é a de Educação, com 572 pessoas. Depois vem a AMA, com 564 funcionários da frente e apenas 12 efetivos. Menoli afirmou que só no ano passado o número de pessoas no setor mais que dobrou. Mas não sabemos explicar o porquê deste aumento, afirmou.


