Frente de oposição expõe 'racha'
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O fato do deputado federal Gustavo Fruet (PSDB/PR) ter declarado à imprensa que o PSDB dificilmente não terá candidato próprio nas eleições ao governo do Estado em 2010, o que poderia ''minar'' a candidatura de Osmar Dias (PDT), repercutiu ontem entre lideranças de siglas que integram a chamada frente de oposição. Segundo o deputado estadual Luiz Carlos Martins (PDT), o pedetista não teria gostado da declaração do tucano. ''Então a aliança foi de brincadeira, de faz de conta? Aí é 'fogo amigo', não dá para fazer política assim'', criticou Martins, em referência à união partidária que reconduziu Beto Richa (PSDB) à Prefeitura de Curitiba. No PSDB, Beto aparece como o nome mais forte para 2010.
Segundo Martins, o diálogo do PDT é com o PSDB de Valdir Rossoni e de Beto Richa. ''Para nós o que importa é o que eles pensam.'' O pedetista reforça que há um projeto em andamento e que, no momento certo, Osmar e Beto ''vão sentar para conversar''. ''Com todo respeito ao Fruet, mas ele falou para ele mesmo. Espero que todos tenham juízo, pois nada se constrói isoladamente.''
O presidente do PMDB no Estado, Waldyr Pugliesi, aproveitou a ''crise'' na frente de oposição para reforçar sua tese de desconstrução da aliança. ''A barragem deles está cheia de fissura. Estão falando que estão num corpo só, unidos umbilicalmente, mas vão se pegar no tapa daqui a pouco.''
Coube ao presidente do PSDB no Paraná, Valdir Rossoni, devolver a crítica do peemedebista. Rossoni afirmou que ''é melhor ter dois candidatos a não ter nenhum'', em ataque direto ao PMDB, que, até agora, apenas ensaiou apoio ao vice-governador Orlando Pessuti para 2010.
Mas, questionado sobre a declaração de Fruet, Rossoni preferiu adotar o discurso político. ''Temos que trabalhar com propostas alternativas para o Estado. Não são só nomes em jogo. A discussão é maior'', disse o tucano.


