Curitiba - A Frente Ampla pelos Avanços Sociais lançou ontem a Carta aos Paranaenses por mobilização total contra os abusos do pedágio. A idéia é coletar 140 mil assinaturas até o final deste ano para a realização de um plebiscito estadual que ampare juridicamente a intervenção estadual na administração das 27 praças de pedágio que operam no Paraná. ''O plebiscito é um dos instrumentos previstos na Constituição Federal para tratar de questões de relevância para o Estado. Se conseguirmos as assinaturas, faremos um plebiscito e temos a certeza que teremos um apoiamento próximo de 90%. Aí sim, poderíamos fazer uma intervenção com o respaldo legítimo da população'', analisou Doático Santos, um dos coordenadores da frente e secretário especial para Assuntos de Curitiba do governo Roberto Requião.
O lançamento em Curitiba foi fraco. Segundo Doático, por conta da chuva. ''Primeiro nós tivemos a interpérie da Justiça terrena, depois da Justiça divina. Mas estamos mobilizados e vamos atingir todos os municípios paranaenses'', garantiu Doático. Sábado, a carta será lançada em Londrina e depois será levada para Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. O objetivo inicial era fazer as manifestações nas praças de pedágio, mas os interditos proibitórios fizeram com que a frente mudasse o protesto para a Boca Maldita. As concessionárias conseguiram na Justiça autorização para aplicar os reajustes, que variam de 4% a 11%.
A decisão judicial não atingiu somente as praças de Jataizinho (Norte) e Jacarezinho (Norte Pioneiro), onde um grupo de pessoas fez uma pequena manifestação. ''Sete pessoas foram à praça em três veículos, portando faixas, das 12h30 às 13h30. O grupo distribuiu panfletos e adesivos aos usuários, sendo observados à distância por viaturas da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal. Não houve interrupção de cobrança de tarifa nem de tráfego'', diz nota divulgada ontem pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). A praça é administrada pela Econorte.
O presidente do Sindicato do Comércio do Litoral do Paraná, José Carlos Cicarelli, disse que as liminares já estão sendo questionadas juridicamente. (Colaborou Fernando Rocha Faro)

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