Freire tenta acalmar ânimos no Paraná
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Denise Angelo<bR>Equipe da Folha 
Curitiba O presidente do PPS, senador Roberto Freire, esteve ontem em Curitiba para tentar amenizar o descontentamento dos seus colegas de partido com relação à postura adotada pelo presidenciável da Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS). A queixa do membros do PPS paranaense, liderados pelo candidato a governador Rubens Bueno, diz respeito ao comportamento que Ciro tem adotado no Paraná, apoiando mais a candidatura de Alvaro Dias (PDT) que a de seu próprio partido.
''Falaram que há uma certa insatisfação dos companheiros do PPS com Ciro porque ele veio para cá e priorizou o palanque de Alvaro'', disse o senador, ao justificar sua vinda. Ele adiantou que não veio trazer soluções e sim sua solidariedade. ''Aqui no Paraná, eu só subo no palanque do Rubens.''
Freire descartou a possibilidade de um rompimento do PPS do Paraná com a Frente Trabalhista, mas considerou justas as reclamações de Bueno. ''Não falei com o Ciro sobre isso, mas vou levar a preocupação à coordenação nacional'', disse. ''O que vai acontecer, e espero que aconteça, inclusive para melhorar a situação de Ciro, é que ajude os companheiros do PPS no Estado.''
Bueno enfatizou que são as suas propostas que apresentam sintonia com o programa do presidenciável.
Para Bueno, a queda que Ciro teve nas pesquisas eleitorais no Paraná são o reflexo da escolha feita por ele. Embora não declare, ele deixa a entender que se Ciro ''não tivesse se aliado à banda podre do Paraná'', não teria perdido votos. Freire disse que Ciro caiu em todo o País e que isso não foi causado pela aliança com Alvaro. ''Eventualmente uma situação local pode influenciar no desempenho, mas acreditamos que não foi o caso.''
Sobre as promessas da coordenação nacional que de Ciro participaria de sua campanha no Paraná, Bueno disse que prefere não ouvir promessas que não serão cumpridas.
No final da tarde, o PPS do Paraná emitiu nota oficial comentando as atitudes de Ciro ao participar de eventos da coligação do ''trabalhismo-malufismo''. Segundo a nota, ''nos últimos quatro anos, a seção paranaense do PPS foi parceira na construção de um projeto político que, no âmbito nacional, se norteou pela candidatura presidencial de Ciro Gomes e, na esfera estadual, pela candidatura de Rubens Bueno''.
Diz a nota ainda que o grupo de Ciro ''preferiu priorizar eventos ao lado do que há de mais atrasado na política do Estado, com figuras cuja conduta já as levou a processos que estão sendo investigados pela Justiça e o Ministério Público. É desnecessário citar nomes dessa banda podre, cuja ação é conhecida do eleitor''.(Com Agência Estado).


