Freire rejeita sugestão para união PPS-PFL
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2000
Roberta Pennafort Agência Estado Do Rio de Janeiro 
O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, rejeitou ontem a sugestão do prefeito eleito do Rio, César Maia (PTB), feita durante o Seminário Estadual de Organização Política do PPS, que o partido deve avaliar a possibilidade de uma união com o PFL, em torno da candidatura de Ciro Gomes à Presidência. Em política, é preciso ter coragem para dizer esse apoio eu não quero, disse Freire.
Maia retrucou dizendo que o PPS não tem um projeto de poder. Não sou do PPS, e sim do PTB. Será que o PFL é tão diferente assim do PTB? A candidatura de Ciro tem que ter amplitude para que ele chegue ao poder, afirmou o prefeito, ressaltando que Gomes é seu candidato a presidente acima de qualquer coisa.
Sobre a corrida para o governo do Estado, Maia afirmou que terá uma atitude pragmática caso não seja possível construir junto com o PPS uma frente de oposição ao governador Anthony Garotinho (sem partido). Não descarto a possibilidade de apoiar a candidatura de Jorge Bittar, pelo PT, de Jorge Roberto Silveira (prefeito reeleito de Niterói) pelo PDT, ou de uma candidatura própria do PPS. Mas torço para que cheguemos juntos a 2002, já que o PPS foi decisivo na minha vitória nas últimas eleições.
Maia também criticou a atitude de Garotinho de lançar a candidatura da primeira-dama, Rosângela Matheus, à Prefeitura de Duque de Caxias, em 2004. Eu nem assumi e ele já lançou a esposa como candidata, disse o prefeito. Este governo não busca a união. Pessoalmente, não tenho nada contra Garotinho. Mas seria melhor se ele tivesse a inteligência de César Maia. Maia também fez outras a Garotinho. Sem dúvida ele pode ser considerado um estadista do óbvio, disse, em referência à expressão cunhada pelo ex-governador Carlos Lacerda.


