Freire rechaça aliança do PPS com PFL
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domingo, 24 de março de 2002
Felipe Werneck Agência Estado 
Rio - O senador Roberto Freire, reeleito ontem por unanimidade para a presidência do PPS, no 13º Congresso Nacional do partido, rejeitou a hipótese de aliança com o PFL nas eleições deste ano. Não vou procurar o PFL nem vou querer que o PFL nos procure. Não tem freguesia aqui nem quero serventia do PFL, afirmou o senador.
O deputado federal Roberto Jefferson (do PTB, que forma com o PPS e o PDT a frente trabalhista em torno de candidatura de Ciro Gomes) afirmara que seu partido já está conversando com o PFL e que ele iria tentar convencer Freire a fazer o mesmo. As pessoas têm o direito de pensar o que quiserem. Mas este é um exercício inútil. O PFL é governo e não vai apoiar um candidato de oposição, defendeu Freire.
O senador foi enfático na defesa da manutenção da aliança trabalhista sem o apoio do PFL. Não teremos o apoio do PFL, que sempre foi governo e vai voltar. Posso acreditar que Marco Maciel e Jorge Bornhausen vão fazer oposição a um governo que atende aos seus interesses? Eles representam o setor dominante e vão se reaproximar, você vai ver. O PFL é o atraso, representa tudo o que estamos combatendo no PPS, declarou.
O candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, não quis comentar a hipótese de o PFL vir a apoiar sua candidatura. Dê-me o fato e eu responderei. Enquanto for especulação, você não vai contar comigo, disse. Ele comentou a proposta da candidata do PFL, Roseana Sarney, que defendeu a abertura das contas de campanha por todos os candidatos. Tem de estar tudo transparente. Acho apenas que ela (Roseana) talvez não esteja na melhor posição para reclamar disso, disse Ciro.
Temos um candidato (Ciro) que não tem rabo preso. Podem fazer o dossiê que quiserem. Talvez outros (candidatos) não possam dizer o mesmo, acrescentou Freire.


