Freire quer PPS e PT unidos para as eleições de 2002
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terça-feira, 24 de outubro de 2000
Pedro Livoratti De Londrina 
O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, disse ontem que a aliança estabelecida entre o seu partido e o PT em Londrina representa uma união importante que poderá render bons frutos nas eleições de 2002. O senador esteve na cidade para declarar apoio formal ao candidato petista Nedson Micheleti, que tem como vice Luiz Carlos Bracarense (PPS). Freire gravou depoimentos para a campanha eleitoral do rádio e TV, que serão utilizados nesta reta final.
Londrina é um dos lugares que mais me atraem em termos de apoio. Aqui construímos boa aliança, com diálogo, afirmou o senador. Ele destacou a participação do candidato a vice na chapa, que é filho de Otto Bracarense Costa, conhecido na vida política do Paraná por sua militância na esquerda, ligado a partidos como PSB e o antigo MDB.
Isso é importante para nós, não queremos abrir mão da nossa tradição. Ele elogiou ainda o desempenho da aliança em Londrina, que começou em último lugar, no início da campanha, em agosto, conseguindo terminar o primeiro turno com a maior quantidade de votos entre os cinco candidatos.
A aliança em Londrina é exatamente a inovação. O Nedson tem esta característica, disse. O senador fez questão de elogiar o petista. Ele sabe que para a transformação da realidade brasileira é preciso tolerância e compreensão do pluralismo.
Sobre política nacional, Roberto Freire disse que a esquerda detém hoje 30% dos votos do País. É uma relação estreita que se faz agora para as eleições presidenciais, afirmou. O senador lembrou que os partidos de esquerda estão disputando em capitais importantes como São Paulo e Curitiba.
Questionado sobre um projeto de aliança para a sucessão do presidente Fernando Henrique, ele disse que está de pé o diálogo proposto pelo presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a união entre os partidos de esquerda. Sobre quem seria o cabeça de chapa numa eventual aliança com o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PPS), Freire foi enfático. Se começar a fazer isso não tem aliança. Eu não vou convencer o PT e nem eles me convencerão de que o candidato deles é melhor, argumentou.


