Freire pede cautela para investigação de denúncia
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terça-feira, 14 de novembro de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, disse ontem em Curitiba que é preciso ter cautela para avaliar as denúncias sobre as sobras de campanha de FHC. Não quero ver mais um frenesi louco pela instalação de uma CPI. Quero, sim, que o Ministério Público seja mais ativo para avaliar essas denúncias, afirmou.
Freire defendeu a instituição do financiamento público das campanhas como uma maneira eficiente de controlar os gastos dos partidos e, assim, evitar que surjam suspeitas sobre a prestação de contas depois das eleições. Na opinião dele, o financiamento público é fácil para ser implantado.
O número de votos obtidos pelos partidos numa eleição nacional determinaria o valor, em dinheiro, que cada um poderia receber para um próximo pleito. E os financiamentos públicos seriam equacionados conforme o número de candidatos e pela participação de cada partido durante as próximas eleições, argumentou. Freire assegurou que o financiamento público das campanhas traria mais transparência ao processo eleitoral e partidário.
O presidente do PPS também criticou os prefeitos que são contra algumas das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. A sociedade não pode mais pagar pelos erros dos administradores públicos, salientou. Para Freire, se o governo federal abrir qualquer hipótese de negociação com os prefeitos, correrá o risco de não arrumar mais as finanças do País. Quem foi eleito sabia da existência dessa nova lei de responsabilidade. Não se trata de discutir se é este ou aquele prefeito, mas sim a figura jurídica das prefeituras que estão devendo. O governo não tem que negociar nada.


