Brasília - O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), desautorizou ontem integrantes da legenda a negociar o apoio do PFL à campanha do pré-candidato a presidente Ciro Gomes.
Freire procurou poupar Ciro Gomes –que apóia as articulações com os pefelistas–, mas deixou claro o descontentamento com interlocutores dele, entre eles, o líder do PPS na Câmara, João Herrmann (SP). ‘‘Herrmann não está autorizado a marcar encontros com o PFL’’, disse Freire, sobre a reunião programada para hoje entre o líder e deputados pefelistas.
Freire destacou que ‘‘Não posso aceitar no meu palanque um partido que é golpista e, historicamente, de direita.’’ Radicalizando de um lado, Freire, no entanto, adotou um discurso diferente ao falar sobre uma possível composição com o PSDB e PMDB num eventual governo Ciro Gomes.
‘‘O PSDB pode fazer uma política com a qual não concordo, mas não é um partido de direita. Por isso, poderia colaborar com nosso governo’’, afirmou. Lembra que, em vários momentos da história brasileira, o PSDB esteve ao lado de setores da oposição. Ciro é ex-tucano.
Freire conta com o controle da máquina partidária para a aproximação com os pefelistas. Aliados de Freire, como o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), tentam quantificar os integrantes do diretório nacional contrários à aliança com os pefelistas. Caso o diretório nacional seja convocado para analisar uma proposta de coligação com o PFL, pelo menos 70% dos 105 membros do diretório votariam com Freire.

mockup