Agência EstadoSolidariedadeMagalhães recebe moção de solidariedade do PFL a sua candidatura à sua candidatura: reforço eleitoral

O senador Roberto Freire (PPS-PE) disse ontem que o candidato do PPB à presidência da Câmara, deputato Prisco Viana (BA), é ‘‘sustentáculo e ideológo da ditadura’’. Em discurso no plenário, Freire condenou a decisão do PT e do PC do B de apoiá-lo. O apoio a Prisco é uma tendência clara da bancada do PT mas ainda não foi formalizado porque alguns deputados resistem a fechar um acordo com o candidato malufista.
Freire disse que Viana merece respeito pela sua conduta pessoal, mas que do ponto de vista político não há nada que justifique o apoio da esquerda à sua candidatura. ‘‘Ele (Prisco) é um intelectual engajado da direita’’, frisou. ‘‘E não é de agora, por causa de Paulo Maluf, e sim dos anos mais violentos de repressão no País.’’ Nenhum dos parlamentares presentes aparteou para defender o deputado.
Para Freire, o desempenho de Prisco Viana no fechamento do Congresso, em 1977, foi muito mais importante do que o do atual vice-presidente Marcos Maciel, ‘‘que atuou como uma espécie de estafeta’’. O senador atribuiu ao deputado baiano o papel de agir como ‘‘um dos sustentáculos’’ das medidas repressivas adotadas pelo regime militar. O apoio a Prisco Viana é uma prova, na avaliação dos senador, de que o PT e o PC do B perderam a memória. Ele criticou especialmente o líder do PC do B, deputado Aldo Rebelo (SP), que no entusiasmo pela disputa à sucessão da Câmara dos Deputados teria afirmado que a situação política hoje é pior do que na ditadura. ‘‘Somente ao se perder a memória é que se admite algo desse tipo’’, afirmou.
Roberto Freire disse que gostaria que fosse desmentido o noticíário publicado nos jornais de ontem sobre o entusiasmo da esquerda pelo candidato do PPB. Mas não foi desmentido por nenhum deputado.
Senado A Comissão Executiva Nacional do PFL aprovou ontem uma moção do senador Hugo Napoleão (PI), líder do partido, reforçando o apoio ao senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), candidato à presidência do Senado. Na moção, a Executiva congratula-se com a bancada do PFL no Senado ‘‘pelo apoio unânime que, desde a primeira hora, vem oferecendo à candidatura de Antônio Carlos Magalhães’’. O documento respalda também o esforço dos senadores pefelistas para ‘‘alargar ao máximo a sustentação da candidatura do nosso partido, sensibilizando os representantes das demais siglas partidárias para se aliarem ao nosso candidato no suporte ao seu nome e na formação da futura mesa, que, a partir de 4 de fevereiro, dirigirá o Cogresso Nacional’’.

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