Freire condena aliança Lula-Brizola
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segunda-feira, 15 de setembro de 1997
Das Agências Belo Horizonte e Porto Alegre 
Arquivo FolhaBraços abertosRoberto Freire: acenos a Ciro Gomes e a Itamar Franco O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, não acredita que uma chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva (presidente de honra do PT) e Leonel Brizola (PDT) possa concorrer com a candidatura de Fernando Henrique Cardoso nas eleições de 98. Para o ex-líder do governo Itamar Franco na Câmara, esta formação só interessa ao próprio governo Fernando Henrique. Se mantivermos esta composição apenas de representantes da esquerda já estamos com a crônica de uma derrota anunciada, disse. Freire defende a constituição de uma frente democrática de oposição. Temos que aglutinar outros setores democráticos que não estão necessariamente ligados à esquerda, disse.
Para o senador, estes outros setores são representados pelos seguidores do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes e Itamar Franco, além de algumas alas do PMDB. Freire garantiu que o PPS está aberto para discutir a composição desta frente democrática e defende o ex-ministro Ciro Gomes (atualmente no PSDB) como melhor representante deste movimento atualmente no país. Precisamos ter algo com uma cara pós-reformas, sem ecos do passado; temos que apresentar uma esquerda com capacidade de propor o novo, justificou.
O virtual candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem que o presidente Fernando Henrique Cardoso não é um candidato invencível. Os mais puxa-sacos do governo dizem que o governo é invencível, mas a própria demonstração de medo do governo demonstra que ele não é invencível coisa nenhuma, disse Lula, que poderá concorrer ao Palácio do Planalto com o apoio de outros partidos de esquerda.
Lula declarou, em entrevista por telefone à rádio Guaíba, de Porto Alegre (RS), que o presidente Fernando Henrique Cardoso que ser reconduzido ao cargo sem ter de disputar com outros candidatos. Segundo o petista, FHC quer se apoiar em uma lei eleitoral que é uma excrescência, permitindo tudo aos governantes e nada à oposição. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, na semana passada, alterações no projeto de lei eleitoral que facilitam a reeleição de FHC. Uma das mudanças permitirá a ele (e aos governadores) participar de inaugurações de obras.


