Freire ataca Lula e diz que não apoiará 'ladrão'
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sexta-feira, 09 de junho de 2006
José Alberto Bombig<br>Folhapress 
São Paulo - Ao explicar a militantes de seu PPS por que não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, o deputado federal Roberto Freire (PE) afirmou ontem que não estará ao lado de um ladrão na campanha. Eu contesto este governo [federal], não apenas no campo ético, mas moral, da decência. Eu tenho a coragem de dizer, quando alguém vem para mim e diz, mas você está com [Geraldo] Alckmin [PSDB, principal adversário de Lula], eu digo, mas eu não estou com ladrão, com ladrão, não, estou com Alckmin, disse.
Freire desferiu o ataque a portas fechadas, no evento que selou ontem a união do PPS à pré-candidatura do tucano José Serra ao governo paulista. Ex-dirigente do PCB (Partido Comunista Brasileiro), do qual nasceu o PPS, Freire explicava a opção por Alckmin, apontado por parte de seu partido como de centro-direita: Há um certo patrulhamento, como se fazer essa aliança com PSDB e PFL fosse algo que fosse manchar a nossa história. Manchar a história é se fizermos aliança com o PT, essa fraude que enxovalhou a esquerda, envolvendo-a naquilo que ela nunca esteve envolvida. Podemos cometer todos os erros, menos nos aliarmos à corrupção, afirmou ele.
Minutos depois, falando à imprensa, Freire foi firme nas críticas, mas não usou a expressão ladrão. Em 2002, o PPS apoiou Lula no segundo turno contra José Serra e chegou a fazer parte de seu governo. Segundo Freire, seu partido fez uma autocrítica por ter incorrido em erro.
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, também deputado federal, disse que, se confirmadas as declarações, o partido deverá representar contra Freire no Conselho de Ética da Câmara. Para verificar a credibilidade de Roberto Freire, é só pegar os índices pífios de intenção de voto dele nas pesquisas em Pernambuco quando ainda era pré-candidato a presidente. Ele é coveiro do PPS, disse.


