Fraude pode ter sido forjada, diz procurador
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
Apesar de ainda não ter recebido cópia do laudo pericial que constatou fraude no concurso público da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o procurador-geral do Estado, Paulo Rocha, que preside as investigações sobre o caso, acredita que houve uma simulação de fraude nas provas. Ele disse que analisará o trabalho feito pelo Instituto de Criminalística para depois fazer qualquer tipo de acusação.
Rocha insinuou que pudesse ter havido falsificação de assinatura. Segundo ele, ''processos administrativos não servem apenas para condenar, mas também para dar provas da idoneidade das pessoas''. Ele acrescentou não ter pressa para entregar o resultado do processo administrativo, dizendo que o mais importante é chegar ao responsável pela fraude.
O promotor Carlos Alberto Choinski disse que ainda é cedo para chegar a conclusões. ''Dependendo do que tivermos em mãos pode-se arquivar o processo, caso não haja autoria confirmada, ou então acatar a denúncia, que levará à ação penal.'' Ele disse que a situação da reitora afastada Liana Fuga não depende exclusivamente da conclusão deste processo. A denúncia de fraude foi responsável pelo afastamento de Liana, no início de junho.


