A Comissão de Investigação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) que apura denúncias de fraude no concurso público para agente administrativo realizado no campus de Francisco Beltrão solicitou a abertura de um processo administrativo e disciplinar.
O presidente da comissão, Marco Antonio Lima Barberi, argumentou que o grupo ‘‘encontrou fortes indícios de autoria e de materialidade de fraude’’. O governo do Estado já nomeou dois funcionários para organizar o processo.
De acordo com Barberi, o relatório final da comissão não isentou nem acusou ninguém, pois esta não era sua função. ‘‘Nós investigamos todas as ações relacionadas ao concurso. Relacionamos todos os depoimentos das pessoas e os documentos investigados’’, completou.
Barbieri acrescentou ainda que nem mesmo o fato da reitora afastada, Liana Fuga, não ter tomado nenhuma atitude depois de ter sido comunicada da suspeita de irregularidade, foi levada em consideração no relatório. ‘‘Se sua atitude foi correta ou não será decidida pelo processo administrativo’’, afirmou.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, já foram indicados dois funcionários que serão responsáveis pelo processo. A decisão foi tomada pelo secretário Ramiro Wahrhafitg, que solicitou também ao procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, que aponte um procurador para integrar a equipe.
Ainda de acordo com a assessoria, Liana permanece afastada. Ela poderá voltar ao cargo somente no começo de setembro, quando vence o prazo de 90 dias determinado pelo secretário ou quando forem concluídas as investigações.
Liana não foi encontrada pela reportagem para falar sobre a abertura de um processo administrativo. Um dos seus advogados, Sérgio Zandoná, disse que a reitora afastada deverá convocar uma entrevista coletiva para falar sobre o assunto.

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