As investigações do escândalo AMA-Comurb iniciaram-se em 19 de fevereiro de 1999, após uma denúncia de fraude em planilhas e superfaturamento do serviço de capina e roçagem realizado pela AMA. A análise das planilhas mostrou que havia irregularidades no contrato com a Tâmara Serviços Técnicos, empresa ligada à Principal Vigilância, que também prestava serviços ao município. A investigação foi estendida à extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), hoje CMTU.
As fraudes só foram possíveis porque a Prefeitura de Londrina, em maio de 1998, engordou o caixa em R$ 186 milhões com a venda de 45% das ações da Sercomtel S.A. - telefônica municipal - para a Companhia Paranaense de Energia (Copel), do governo do Estado. De acordo com o MP, parte do dinheiro desviado foi usado em campanhas políticas.
Após ser afastado do cargo pela Justiça duas vezes, Belinati teve o mandato cassado no dia 22 de junho. O ex-prefeito perdeu o mandato por gastos abusivos na publicidade de inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI).
No dia 4 de maio, Belinati e outros sete réus, membros da administração municipal e empresários, tiveram a prisão preventiva decretada a pedido do MP. Eles foram acusados pelo desvio de R$ 1,7 milhão dos cofres municipais. Após seis dias nas dependências do 2º Distrito Policial, o ex-prefeito obteve uma liminar ao habeas-corpus no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). No entanto, 75 dias após ser colocado em liberdade, Belinati foi novamente preso, pelo desvio de R$ 270 mil. Pela segunda vez, ele obteve o benefício no TJ. Hoje existem outras seis ações penais, com pedidos de prisão preventiva do ex-prefeito, aguardando apreciação pela Justiça. (C.O.)

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