ParisDepois de uma campanha qualificada de desinteressante pela imprensa, os franceses decidirão, nos dias 9 e 16 deste mês, se querem dotar o presidente direitista Jacques Chirac de uma maioria presidencial ou se renovam a experiência da ‘‘coabitação’’ com a esquerda. Contrariamente à emoção que provocou o avanço, na eleição presidencial, do líder ultradireitista Jean-Marie Le Pen, a campanha pelas legislativas não tem apaixonado os franceses.
‘‘É como se a missa já fosse vista a cinco de maio’’ (dia do segundo turno presidencial que deu a vitória ao direitista Jacques Chirac)’’, escreveu o jornal Libération. ‘‘Esta campanha será a do minimalismo eleitoral, sem idéias, sem projetos, com uma coabitação que terá proporcionado a matéria exclusiva do debate’’, escreveu por sua vez o jornal L’Est Républicain.
Uma pesquisa do Instituto Sofres difundida terça-feira deu 41% das intenções de votos no primeiro turno aos candidatos da direita tradicional contra 36,5% aos candidatos de esquerda. A direita tradicional reunida em torno de Chirac, na União para a Maioria Presidencial (UMP), teme entretanto a desmobilização de seu eleitorado e uma dispersão dos votos por causa da multiplicação do número de candidatos nas legislativas.
O risco de dispersão é grande, diz o jornal regional La Charente Libre.

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