França defende países emergentes no Conselho da ONU
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terça-feira, 26 de agosto de 1997
Agência Estado Paris 
A França mantém posição favorável à reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e sua ampliação para outros países industrializados e alguns emergentes, sem definir apoio direto à candidatura do Brasil. Essa posição já havia sido anunciada pelo próprio presidente Jacques Chirac, durante sua visita aos países do Mercosul, em abril, segundo fonte diplomática autorizada em Paris. Nessa ocasião, Chirac havia admitido que o Brasil poderia ser um dos países emergentes a participar do Conselho de Seguranca, diante de sua importância política e potencial econômico. Essa posição está sendo referendada pelo governo do primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.
Tanto o Brasil como a Argentina são prioridades francesas no continente, países onde o governo francês tenta fortalecer suas relações econômicas e investimentos, o que explica a prudência de seus dirigentes para comentar as declarações do presidente argentino Carlos Menem, contrárias à pretensão brasileira. A discrição francesa contrasta com a posição da Alemanha, que apóia mais claramente a candidatura brasileira.
Por enquanto, os socialistas, recém-chegados ao poder, estão mais voltados para os problemas econômicos internos, o desemprego e a redução do déficit público, e, no plano externo, às questões ligadas aos critérios de Maastricht que vão permitir a implantação da moeda única européia. Mas integrantes do governo acompanharam a crise argentino-brasileira e acreditam que sua origem pode ser atribuída aos Estados Unidos por causa das dificuldades em lançar o projeto da ALCA, principalmente porque o Brasil insiste em privilegiar a consolidacão do Mercosul.


