Tereza Grossi já está no cargo de diretora de Fiscalização do Banco Central (BC). Ontem à tarde, logo depois que o BC foi oficializado da decisão do juiz Amílcar Machado, do TRF da 1ª Região, que suspendeu a decisão que determinara o afastamento provisório de Tereza do cargo, o presidente do BC, Armínio Fraga, assinou nova portaria reconduzindo a funcionária.
A portaria apenas revogou o ato anterior quando, por força de determinação legal, ele foi obrigado a afastar Tereza. O procurador Luiz Francisco de Souza, autor da ação que motivou o afastamento, já avisou que vai recorrer da decisão. Ele vai entrar com agravo regimental contra a decisão do juíz Amílcar Machado.
A decisão do juiz estabelece o retorno da diretora até que o mérito da questão seja julgado pela 1ª turma do TRF. O julgamento não tem data marcada. De volta à função, Tereza só estará em Brasília na próxima semana. Ela passou todo esse tempo em Belo Horizonte, onde mora a família. A Assessoria de Imprensa do BC informou que, ontem mesmo, Tereza foi trabalhar na delegacia regional do banco. No BC, o retorno de Tereza ao cargo foi comemorado. Fraga declarou publicamente a sua satisfação.
A liminar determinando o afastamento foi concedida no dia 28 pelo juiz Rafael Paulo Soares Pinto, de Brasília. No sábado, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou no TRF da 1ª Região com pedido de cassação da liminar. O pedido foi negado pelo presidente do TRF, juiz Tourinho Neto. Só na terça-feira, no entanto, sob alegação de que não tinha sido oficialmente notificado, foi que Fraga afastou Tereza, após receber o oficial de justiça. Antes disso, na segunda-feira, o BC entrou no TRF com recurso, e o juiz Amílcar Machado concordou anteontem com o pedido do BC.

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