Fracassa tentativa de Dilma em atrair o PP
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terça-feira, 04 de maio de 2010
Eugênia Lopese Vera Rosa<br>Agência Estado 
Brasília - Nem Dilma nem Serra. A tendência do PP é ficar neutro nas eleições de outubro sem se coligar formalmente com a candidata do PT à Presidência ou com o tucano José Serra. Na tentativa de atrair o partido do deputado Paulo Maluf (SP) para a sua campanha, Dilma Rousseff entrou ontem pessoalmente na operação política. Sua investida, porém, não surtiu efeito.
Mesmo assim, um fato animou os petistas: diminuíram as chances de o PP apoiar o PSDB depois que a parceria entre os dois partidos naufragou no Rio Grande do Sul. ''Até a última semana de maio, vamos ter um posicionamento de todos os Estados sobre a aliança nacional. No início de junho, a Executiva tomará uma decisão'', afirmou o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ).
Cortejado para ocupar a vaga de vice na chapa liderada por Serra, Dornelles almoçou ontem com Dilma, acompanhado do ministro das Cidades, Márcio Fortes, o único representante do partido na Esplanada.
A portas fechadas, o senador admitiu que o rompimento da aliança entre o PP e PSDB gaúchos, em torno da reeleição da governadora Yeda Crusius, dificulta a coligação nacional entre os dois partidos. O PP controla 147 prefeituras no Rio Grande do Sul e havia acertado dobradinhas com os tucanos tanto na eleição majoritária quanto na proporcional.
Na última hora, porém, o PSDB recuou e não quis mais o apoio do PP. O acordo teria sido vetado pelo PPS, que apoia a candidatura de Serra. Esse vaivém do PSDB gaúcho irritou o PP que, agora, considera ''zero'' a possibilidade de os dois partidos casarem de papel passado nacionalmente.
''O importante é que a direção do PP autorizou os integrantes do partido a continuarem no Conselho Político da campanha de Dilma e a reforçarem os comitês de apoio a ela'', afirmou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Levantamento preliminar feito pelo PP indicou a preferência do partido pela candidatura de Dilma: foram 20 Estados favoráveis à petista e apenas sete pró Serra.
Minas
Dilma teve um dia repleto de articulações políticas. À noite, a candidata jantaria com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), quando pretendia oficializar o convite para ele ser vice em sua chapa. Hoje, dirigentes do PT e do PMDB promovem um encontro na Câmara, com o objetivo de mostrar unidade.
A reunião contará com a presença do senador Hélio Costa (PMDB), que quer concorrer ao governo mineiro, e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Um dos principais coordenadores da campanha de Dilma, o petista venceu a prévia em Minas contra o ex-ministro Patrus Ananias, mas já deu sinais de que abrirá mão da candidatura ao Palácio da Liberdade em favor de Costa.


