Fracassa a formação do bloco contra governador
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
Fracassou a primeira tentativa de formação de um bloco de oposição à reeleição do governador Jaime Lerner na Assembléia Legislativa. O PMDB não conseguiu convencer as bancadas do PT e do PSDB a se unirem contra a campanha eleitoral já deflagrada pelo Palácio Iguaçu. A falta de coesão compromete as articulações do grupo, que costura há meses a instauração de duas CPIs, uma para investigar a vinda das montadoras no Paraná e outra para confirmar as irregularidades detectadas pelo Banestado na Banestado Leasing.
O líder do PMDB, Orlando Pessuti (foto), teve que desmarcar na última hora, ontem, o jantar que discutiria a viabilidade da composição. Tucanos e petistas acham cedo ainda para se fechar posições quanto à disputa eleitoral. Preferem deixar livre os seus deputados para continuar agindo em conjunto com o PMDB somente nas questões administrativas.
O plano Pessuti naufragou por dois motivos principais. O PT não engole o PSDB do presidente Fernando Henrique Cardoso, que aqui no Paraná vai fazer campanha ostensiva para a reeleição do presidente, em 98. No ninho tucano, a barreira é interna e maior ainda. Não há coesão do grupo. Boa parte prefere fazer jogo duplo, mantendo-se alinhada ao Palácio Iguaçu, mas ao mesmo tempo tendo uma relação de cordialidade com a direção estadual, comandada pelo presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias.
O líder do PSDB, Cesar Silvestri, admite o racha e diz que alguns deputados têm bastante identidade com Lerner. Fizemos parte da aliança de 94, lembra. Ele diz que uma posição só deve se tomada em abril, quando o PSDB define se lança candidato próprio ou coliga. Silvestri desconsidera a reunião do diretório que fechou questão no lançamento de candidatura própria.


