Por 13 votos a seis, a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou ontem, em primeira votação, o projeto de lei 91/98, de autoria do prefeito Harry Daijó (PPB), que autoriza a demissão de aproximadamente 400 servidores e a extinção de três secretarias e três empresas de economia mista ligadas à administração municipal. Nova sessão extraordinária, em que o projeto será submetido à segunda votação, está marcada para as 18 horas de hoje.
Para realizar a votação, a direção da Câmara precisou pedir proteção de soldados da Polícia Militar. Só foi permitida a entrada de 30 pessoas para acompanhar a sessão. Um grupo de aproximadamente cem ameaçados de demissão ficou do lado de fora, na praça que circunda a Câmara, onde fez um barulhento protesto. Na primeira tentativa de votação, no último dia 2, manifestantes jogaram moedas, ovos e desinfetante nos vereadores, e a sessão foi suspensa.
Ontem, os vereadores aprovaram também duas emendas ao projeto de Daijó. Elas estipulam que as demissões sejam concluídas em 90 dias, com a prefeitura obrigando-se a fornecer cartas de apresentação a todos os demitidos.
Votaram contra o projeto os vereadores Dilto Vitorassi (PT), Assis Paulo Sepp (PT), Adilmar Sartori (PMDB), Vânio da Silva (PMDB), Evilásio Rocha (PST) e Sérgio de Oliveira (PFL). A Câmara de Foz é composta por 21 vereadores. O vereador Chico Noroeste (PSC), eleito deputado estadual, não compareceu à sessão. O presidente da Casa, Hermes Vetorello (PFL), só votaria em caso de empate.
Com a reforma administrativa, a prefeitura quer economizar R$ 1,2 milhão por mês. Serão extintas as secretarias de Comunicação Social, Controle Interno e Coordenação e Planejamento e as empresas de economia mista Foztur (de fomento ao turismo, principal atividade econômica do município), Cohafoz (habitação) e Companhia de Desenvolvimento (Codefi).Ney de SouzaTemorA Câmara (ao fundo, a mesa diretora), com sessão protegida pela PMValmir Denardin

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