Foz pode fazer novos cortes para economizar
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sexta-feira, 05 de março de 1999
Valmir Denardin 
A Prefeitura de Foz do Iguaçu poderá voltar a demitir servidores para tentar conter um déficit orçamentário mensal de R$ 2 milhões. No final do ano passado, a administração já demitiu 450 funcionários (10% do total, de 4,5 mil). Os servidores que continuam trabalhando enfrentam constantes atrasos no pagamento do salário.
A possível retomada das demissões faz parte de um pacote de medidas anunciadas ontem pelo prefeito Harry Daijó (PPB), com o objetivo de economizar R$ 400 mil mensais. Daijó pretende reduzir em 30% o gasto anual (R$ 360 mil) com a locação de veículos; rever os contratos de parceria com as companhias estaduais de serviços públicos (como Sanepar, Telepar e Copel), que estão sendo privatizadas, além de reduzir os gastos com empresas que prestam serviços à prefeitura.
Outra medida em estudo é a transferência de todos os órgãos municipais para um único prédio - um edifício de 15 andares, no centro da cidade, onde funcionou durante anos o Hotel Salvatti, um dos mais tradicionais de Foz. Hoje, os órgãos da administração estão espalhados por diversos locais. A prefeitura gasta R$ 50 mil mensais com aluguel. O valor pedido pelos donos do prédio, que está fechado há cerca de dois anos, é de R$ 20 mil mensais. Para se instalar ali, a prefeitura teria que fazer adaptações para transformar quartos em repartições públicas.
Daijó anunciou que o estudo para a possível demissão de servidores será concluído em 90 dias. Também será avaliada a possibilidade de extinção de novas secretarias. Na reforma administrativa de dezembro, foram extintas três secretarias e três empresas de economia mista ligadas à administração.
Dos R$ 900 mil mensais de economia previstos com aquelas medidas, a prefeitura conseguiu obter apenas R$ 150 mil em janeiro e prevê R$ 500 mil em fevereiro, devido ao pagamento de indenizações aos servidores demitidos. A previsão inicial de economia só deverá ser atingida em seis meses. Com os novos cortes anunciados ontem, a previsão é de que a economia mensal chegue a R$ 1,3 milhão.
Segundo Daijó, a arrecadação mensal da prefeitura atinge R$ 8 milhões, enquanto os gastos somam R$ 10 milhões (50% com a folha de pagamento e o restante com o pagamento de dívidas já contraídas). Há meses, os salários dos servidores é pago com atraso. O salário de janeiro só foi depositado na última segunda-feira. Na entrevista coletiva de ontem, o prefeito prometeu normalizar o pagamento entre abril e maio.
PRINCIPAIS MEDIDAS
1) DEMISSÕES: Estudo, que será feito em 90 dias, avaliará a possibilidade de novas demissões e a extinção de mais secretarias
2) LOCAÇÃO DE VEÍCULOS: Será reduzido em 30% o aluguel de veículos, que hoje consome R$ 30 mil por mês
3) CONVÊNIOS: Serão revistos as parcerias com as empresas estatais que estão sendo privatizadas
4) ALUGUÉIS: Avalia-se a mudança de toda a estrutura administrativa, hoje espalhada em vários prédios, para um único edifício, com economia mensal de R$ 30 mil no aluguel


