Os vereadores de Foz do Iguaçu fecharam um pacto de repúdio contra os deputados simpatizantes da privatização da Copel. A carta aprovada pelos 21 integrantes da Câmara Municipal determina o ''não apoiamento, em eleições futuras, a qualquer um que votar favoravelmente à venda da companhia.''
O documento aponta ainda que o ''Poder Executivo do Estado tem adotado prática entreguista'' e cita ainda que os deputados estaduais ''têm sido submissos, aprovando medidas em flagrante desrespeito aos interesses do povo''.
Segundo o presidente da Câmara, Dilto Vitorassi, a decisão unânime dos vereadores será repassada à Assembléia Legislativa e aos coordenadores do Fórum Popular Contra a Venda da Copel. A manifestação também será enviada aos demais municípios da região Oeste. ''Nenhum Estado pode manter sua soberania e alavancar o progresso se não possuir fontes energéticas próprias'', apontou o documento, seguindo os mesmos termos do repúdio coletivo aprovado pelos vereadores de Antonio Olinto (121 quilômetros a leste de União da Vitória), onde o pacto de honra foi firmado em junho.
Ponta Grossa
O presidente da Câmara de Vereadores de Ponta Grossa, Gerveson Tramontin Silveira (PT) também propôs um pacto de honra. A moção, assinada por 17 dos 21 vereadores, foi lida e aprovada na sessão de ontem e é extensiva a todas as casas legislativas do Paraná.
O pacto propõe que os vereadores não apóiem, nas próximas eleições, os deputados que se posicionarem favoráveis à venda da Copel. O autor da proposta diz que os vereadores são os agentes políticos mais próximos do povo e que portanto, personificam a vontade popular, não podendo apoiar a venda da maior empresa do Estado.

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