Cerca de 100 pessoas, entre servidores estaduais, sindicalistas e estudantes, participaram ontem de uma marcha pela principal avenida de Foz do Iguaçu. A organização foi encabeçada pela APP-Sindicato de Foz, que reuniu os manifestantes em frente à Escola Estadual Castelo Branco. Durante todo o trajeto, o grupo foi vigiado por dez guardas municipais, que não registraram qualquer incidente. Não houve gritos e nem palavras de ordem, respeitando o ''Dia de Luto'', estabelecido pelos professores desde 30 de agosto de 1988. Naquela data dezenas de servidores estaduais foram feridas durante um confronto com policiais em frente à sede do Executivo, em Curitiba.
Em Cascavel também houve passeata pelo centro de cidade. A manifestação, que teve início na frente do paço municipal e seguiu até a Catedral Nossa Senhora Aparecida, contou com a participação de várias categorias, entre eles, professores, funcionários da saúde, mulheres de Policiais Militares e estudantes.
Mas não foram apenas os servidores públicos estaduais que protestaram ontem em Cascavel. Os cerca de 50 funcionários da Justiça Federal também paralisaram suas atividades no período da tarde para reivindicar reajuste salarial de 75,48%. Eles exigem também o pagamento imediato do saldo da dívida referente à conversão de URV para Real, feita em março de 1994, e que teria gerado uma redução salarial de 11,98%.
O presidente da APP-Sindicato, Sebastião Gonçalves, garantiu que se o governo não atender às reivindicações, os servidores entrarão em greve por tempo indeterminado, a partir do dia 17 de setembro. Ele não demonstrou muito entusiasmo com os rumos da negociação.''Não acredito que ele (Lerner) vai aceitar nossas reivindicações. Então, a saída será partir para a greve mesmo'', ressalta. (Colaborou Gilmar Agassi, de Cascavel)

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