Da Redação
A notícia da devassa em casas de câmbio do País, divulgada ontem pela Agência Estado, relaciona onze empresas do Paraná que serão investigadas. A Folha tentou contato com as nominadas, mas em função do horário – começo da noite – não foi possível localizar seus proprietários em Curitiba e Foz do Iguaçu, a não ser uma, fundada em Londrina. Das onze citadas, quatro são de Foz do Iguaçu. Da lista telefônica de Foz constam endereço e telefones da Agência de Turismo Ortega, Dick Câmbio e Turismo, Coan Câmbio e Turismo e Hollidays-Tur.
Em Curitiba, a Câmbio Turismo Latino mudou de nome e agora se chama Latino Turismo e Representações Ltda. Uma funcionária, de nome Celi, disse que fazia a limpeza e que os proprietários somente poderiam falar após o feriado. A Guan Câmbio e Turismo também tem telefone, o que indica seu funcionamento, mas o o número não é divulgado a pedido do assinante.
Da lista da CPI consta ainda a AG Câmbio e Turismo, cujo fundador, Alfons Gardemann, de Londrina, disse ontem à Folha, de São Paulo, ter estranhado a investigação. ‘‘Deve ser algum equívoco. Talvez alguma empresa com o nome similar, apesar de que não posso falar em nome da empresa porque não tenho nada a ver com ela’’, afirmou. Ele garantiu ter vendido a empresa em 1991.
A agência, que funcionava no centro da cidade, não está mais operando, segundo seu ex-contador, Cláudio Fávaro, embora mantenha na lista telefônica quatro telefones em dois endereços diferentes, que não correspondem à empresa. Para Gardemann, tudo que tenha ocorrido depois da venda é de ‘‘exclusiva responsabilidade’’ de quem comprou a agência. Mas afirmou que teve conhecimento, com seu ex-contador, que a AG não integra os registros do Banco Central desde 1993. ‘‘Vinculá-la a mim é uma calúnia. Se alguém cometeu qualquer ato em nome da empresa, jamais tive vínculo’’. Ele disse não lembrar para quem vendeu a empresa, há sete anos. ‘‘Você lembra quando foi ao cabeleireiro, há sete anos?’’, quis comparar.
Por volta das 21 horas, Fávaro enviou cópia à Folha da alteração de contrato social da AG. Na alteração, Gardemann e a mulher, Tânia Regina Nascimento, retiraram-se da sociedade da AG, transferindo suas cotas para Marcelo Lucillo Lúcio e Cleide Nishimura Nascimento. (Colaboraram Patrícia Zanin, Curitiba e Foz do Iguaçu)

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