Foz do Iguaçu registra 6 candidatos
Foz do Iguaçu, com 250 mil habitantes e orçamento anual de R$ 210 milhões, tem 6 candidatos a prefeito, entre eles o atual, o vice e um deputado federal. O motivo que leva tantos nomes à disputa foi a desistência do ex-prefeito Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), tido como preferido dos eleitores. Ele se retirou do cenário há um mês, depois de denúncias de enriquecimento ilícito, apresentadas à Justiça por sua nora Alessandra Fernandes.
O filho de Dobrandino, o ex-deputado estadual Sâmis da Silva (PMDB), acabou sendo escolhido pelo partido e terá como vice o advogado Cláudio Rorato. Já que não é mais candidato, teremos meu pai como cabo eleitoral. Ele vai fazer diferença, comentou o candidato, que terá também o apoio do PRP e PNM.
Apesar de Sâmis confiar na fidelidade dos eleitores, que já colocaram Dobrandino duas vezes na prefeitura (85/88 e 93/96), segundo pesquisas não oficiais muitos votos acabaram migrando para outros candidatos. Aparentemente, quem mais se beneficiou com a saída candidato do PMDB foi o deputado federal Sérgio Spada, indicado da coligação encabeçada pelo PSDB. Coincidentemente, ele é acusado pelo opositores de ser o responsável pelas denúncias feitas pela ex-esposa de Sâmis. Além de ganhar terreno com a desistência de Dobrandino, ainda conseguiu colocar Carlos Budel (anteriormente pré-candidato do PTB e um dos apoios mais disputados entre as coligações) como vice em sua chapa.
Com a pulverização, ganhou também o atual prefeito Harry Daijó (PPB), que estaria em melhor situação se não fosse a recente sentença do juiz da 4ª Vara Cível de Foz que o condenou por improbidade administrativa (decisão que determina a perda do mandato e pagamento de multa). Daijó, que surpreendeu os correligionários escolhendo o funcionário da Secretaria de Obras Erivelto Martins da Silva como vice, ainda pode recorrer.
Os partidos de esquerda se uniram ao atual vice-prefeito Paulo Mac Donald (PDT), considerado um dos maiores críticos da administração atual, apesar de jamais ter saído do cargo. Depois de uma convenção petista disputada, já que três pretendentes queriam a vaga para vice, a escolhida acabou sendo Marli Bernardes. Ambos tiveram o apoio do PC do B.
A coligação encabeçada pelo PFL escolheu o vereador do partido Sérgio Beltrame e a ex-primeira-dama Liciane Neumann (PPS) para compor a chapa. Mesmo com a desistência de Budel como vice, tido até poucos dias antes da convenção como presença certa na campanha, Beltrame disse estar satisfeito com a união PFL-PPS-PSC. Somente os três partidos, juntos lançaram 85 nomes para concorrerem à Câmara de Vereadores.
Ainda estão na lista estão Flávio Nakad, de apenas 28 anos, e a vice Helena Hundenbert Lago, ambos do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sigla que não fechou coligação.





