A Prefeitura de Foz do Iguaçu vai demitir funcionários, extinguir secretarias e aumentar impostos para tentar economizar R$ 700 mil por mês - 7,5% da arrecadação média mensal, de aproximadamente R$ 8 milhões. As medidas deverão ser implantadas até o final do mês, quando estará concluído um estudo que detalhará o número de funcionários que deverão ser dispensados e de secretarias e empresas municipais que poderão ser desativadas.
O anúncio de ajuste foi feito no final da tarde de anteontem pelo prefeito Harry Daijó (PPB). Segundo ele, não haverá cortes em programas sociais e também serão mantidas as obras de pavimentação e construção de creches e postos de saúde que estão sendo financiadas pelo programa Paraná Urbano, com recursos do Banco Mundial (Bird).
Protesto Um grupo de servidores municipais protestou ontem, em frente à Prefeitura de Foz do Iguaçu, contra os atrasos no pagamento dos salários, que se estendem por três meses. Segundo o sindicato da categoria, o número de manifestantes foi de 700. Na avaliação da prefeitura, chegou a apenas 300.
Francisco Lacerda Brasileiro, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais (Sismufi), disse que, desde setembro, o pagamento sofre atrasos de até 15 dias. Além dos atrasos, a prefeitura também está parcelando os salários.
Os servidores aceitaram a proposta do prefeito para o pagamento do salário de outubro. Na sexta-feira, os funcionários receberão até o limite de R$ 300,00. O restante será pago no próximo dia 18.

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