O fortalecimento das relações com a América Latina e em particular com o Brasil será um dos eixos dominantes da política externa da nova etapa que vai começar no México com a posse do presidente eleito Vicente Fox. Isso foi o que afirmou o homem que pôs fim em julho passado a 71 anos de hegemonia do Partido Revolucionário Institucional (PRI) em coletiva à imprensa na Embaixada do México em Brasília, ontem, no final de um almoço e uma reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, no Palácio da Alvorada.
‘‘Nossa situação geográfica na América do Norte não evitará que tenhamos uma intensa relação com a América Latina. Não devemos ser vistos como concorrentes nem com receio por estarmos no Tratado de Livre Comércio Norte-Americano, junto aos Estados Unidos e Canadá, mas sim como uma oportunidade, não somente para o México como também para toda a América Latina’’, assegurou Fox.
Em sua terceira etapa do giro que desde domingo o levou a Santiago e Buenos Aires, Fox descartou que vá se erigir em líder da América Latina, o que na sua opinião somente pode prejudicar o potencial e as possibilidades da relação entre os países, que imagina ‘‘frutífera’’.
‘‘Queremos vir como aliados e como sócios, como mais um participante que se soma aos trabalhos de desenvolvimento e intercâmbio de experiências’’, assegurou o novo presidente do México, que está disposto, a partir desta tarefa conjunta, a impulsionar as democracias em cada um dos países e assegurar o respeito dos direitos humanos.

mockup