Fórum quer debater saída técnica à Sercomtel
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Até então restrito aos acionistas Copel e Prefeitura de Londrina - e, eventualmente, a discursos de políticos e partidos -, o debate em torno do futuro da Sercomtel deverá ocorrer de forma oficial também na Câmara de Vereadores, onde o assunto ilustra mais manifestações no grande expediente, ou, no máximo, em requerimentos ou pedidos de informação da pauta. Segundo o presidente do Legislativo, Sidney de Souza, a idéia é criar um fórum com dados técnicos e jurídicos sobre a telefônica de modo não apenas a respaldar o posicionamento da Casa sobre a questão, como também a cobrar encaminhamentos da administração municipal.
Desde que a Copel - acionista na Sercomtel com 45% das ações - anunciou a desistência da estadualização, o prefeito Nedson Micheleti (PT) veio a público manifestar, na semana passada, que a decisão sobre os rumos da empresa poderia ficar para seu sucessor. No dia seguinte, vereadores da base aliada tomaram a frente na discussão sobre a venda da Celular como forma de ''salvar a empresa'' da forte concorrência de mercado.
Autor do requerimento que será votado hoje pela criação do fórum de debates, o presidente da Câmara afirmou que entre as ações do grupo estarão, por exemplo, a análise de balanços da telefônica e o detalhamento de custos e faturamentos. ''Queremos dar publicidade a esse estudo, com dados materiais, fazendo uma retrospectiva de tudo o que aconteceu nos últimos cinco a 10 anos'', afirmou.
Conforme o petebista, se por um lado a Câmara abrirá debate jurídico sobre os donos de linhas telefônicas adquiridas anos atrás, pelo sistema de autofinanciamento - e à possibilidade de, em caso de venda, eles terem direito a ações -, por outro, a Casa deverá ampliar o leque na discussão técnica.
''Se é para passar do discurso político ao prático, vamos trazer técnicos de São Paulo e de Brasília, se for preciso, para subsidiar a Casa e até chamar o prefeito a uma responsabilidade maior'', sugeriu Sidney. Questionado se isso pode significar o encaminhamento de um projeto de lei pela venda da Celular, o vereador resumiu: ''Pode ser que sim, ou pode ser também que o grupo entenda que não: que o correto é reduzir custos na empresa.'' O autor do requerimento prevê que, uma vez que aprovado, o grupo comece os trabalhos já em novembro, com previsão de finalizá-los em até 30 dias.
Por meio da assessoria, Nedson disse apenas que vai aguardar o posicionamento final da Câmara antes de se manifestar sobre o destino da Celular. Semana passada, porém, o petista afirmou que, pelo menos em relação à necessidade de plebiscito, teria de partir do Legislativo projeto pela revogação da consulta popular.
Também via assessoria de imprensa, o presidente da Copel, Gabriel Campos, declarou que só após ''conhecer o teor e os propósitos'' do fórum é que poderia opinar a respeito.
Ainda sobre os rumos da Sercomtel, o vice-presidente da telefônica, Oscar Bordin, e um representante do Conselho de Administração se reúnem hoje cedo com o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), em audiência em Curitiba, para um posicionamento formal sobre a telefônica. Semana passada, por exemplo, Pessuti e Bordin afirmaram à FOLHA que, entre as saídas para a empresa, a estatal estuda a venda dos 45% de ações.


