Fórum fiscalizará liberação de verba em Maringá
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de agosto de 2001
Marcos Zanatta<BR>De Maringá 
O Fórum Popular Contra a Venda da Copel em Maringá ainda não fez nenhum protesto contra os deputados da cidade que votaram a favor da privatização da da estatal Ricardo Maia (PSB) e Divanir Braz Palma (PST) , mas adotarão um ''plano de ação'' imediato para reverter a situação.
''Vamos seguir todos os passos do fórum no âmbito estadual e também acompanhar as atitudes de nossos representantes na Assembléia Legislativa'', disse o advogado Alberto Abrão Wagner da Rocha. Ele faz parte da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, e promete contestar a ação da Polícia Militar durante o processo de votação do projeto.
A presença do fórum no interior, segundo Abrão, vai facilitar a ''fiscalização'' de obras que não estão no orçamento e que podem ser liberadas com recursos públicos a pedido de deputados que votaram com o governo.
''Será uma das formas de analisar a venda de votos'', diz. Os integrantes do fórum em Maringá acreditam também em um ''segundo momento'', que seria a chance de reverter o processo de privatização da Copel.
Aliada ao governo até as vésperas da votação do projeto popular, a deputada Serrafina Carrilho (PL), terceira representante de Maringá na Assembléia, mudou de lado e votou com a oposição.


