A queixa-crime proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) pedindo a prisão preventiva do prefeito afastado e cassado Antonio Belinati (PFL) e de mais oito pessoas não havia chegado até ontem à tarde em Londrina. Na sexta-feira, o desembargador do Tribunal de Justiça (TJ), Carlos Hoffmann, entendeu que a competência para análise do pedido de prisão é da Justiça de Londrina e não mais do TJ. Isso porque, segundo Hoffmann, Belinati, por estar cassado, não possui mais foro privilegiado.
A diretora do Fórum de Londrina, juíza Lídia Maejima, disse ontem que não há previsão sobre quando o processo será encaminhado a Londrina. Ela explicou que a documentação deverá ser remetida de Curitiba pelo Correio. Ao chegar ao Fórum, o processo será distribuído e encaminhado a uma das quatro varas criminais. ‘‘Quando o juiz recebê-lo, tem prazo de 48 horas para despachar’’, explicou.
A denúncia contra Belinati foi oferecida pelo MPE no dia 21 do mês passado. Os promotores Wanderley Carvalho da Silva e Margareth Pansolin Ferreira, além do procurador Munir Gazal acusam o prefeito cassado de formação de quadrilha, fraude em licitação e desvio de verba.
Eles se basearam na contratação do show da apresentadora Xuxa. Segundo a denúncia, apesar de o show ter sido cancelado, a prefeitura acabou pagando R$ 60 mil à empresa Archyvo X, de São Paulo, responsável pelo show. O dinheiro usado pela prefeitura teria origem nas licitações fraudulentas realizadas na extinta Comurb (atual CMTU).
A ação envolve Belinati mais 17 pessoas, das quais oito tiveram pedido de prisão requerido pela promotoria. Entre elas estão ex-secretários e ex-assessores do prefeito cassado.

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