O Fórum Popular Contra a Venda da Copel ameaça entrar com um mandado de segurança pedindo a nulidade da votação do projeto de lei que revoga a privatização da Copel, caso não seja respeitado o Regimento Interno da Assembléia. O regimento diz que o primeiro signatário do projeto de lei terá que fazer uso da palavra antes da votação por um prazo de 20 minutos. O primeiro signatário é Nelton Friedrich, coordenador executivo do Fórum Popular Contra a Venda da Copel.
O mandado de segurança seria baseado na questão de ordem encaminhada para a Mesa da Assembléia Legislativa, citando o artigo 244 do Regimento Interno, nos incisos VI, VII e X. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PTB), havia designado o deputado Fernando Ribas Carli (PPB) para defender o projeto de iniciativa popular. No entanto, Carli vota contra o projeto.
O mandado de segurança também levaria em conta o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que teria omitido as orientações do Regimento Interno. ''A votação do projeto em exame sem o devido esclarecimento é evidentemente ilegal, pois viola o princípio do processo de tramitação legislativa'', afirmou o deputado Algaci Tulio (PTB), autor da questão de ordem.
Descontentes Integrantes do fórum se revoltaram diversas vezes com o posicionamento do presidente da Assembléia. Hermas Brandão proibiu manifestações populares nas galerias. Mesmo assim, o sindicalista Nelson Silva de Souza, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, resolveu fazer protesto com apitaços. ''Desde ontem o povo está sendo desrespeitado pelos deputados governistas. Se o governo quer respeito, tem que dar respeito'', alertou horas antes da invasão dos estudantes em plenário.(L.P.)

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