O Fórum de Entidades Contra a Privatização da Copel, formado por 75 entidades, contabilizou perda de deputados contrários à venda da estatal. O Fórum vai inaugurar amanh㠖 nas principais cidades do Estado – um painel com as posições dos 54 deputados estaduais. Anteontem, o movimento contava com 25 votos contrários. Ontem, eram 23 contra, 11 indecisos e 19 a favor. O Fórum só vai divulgar os nomes no sábado. A intenção é cobrar transparência dos parlamentares e pressionar o governo a não vender a empresa.
O Comitê do PMDB contra a venda da Copel marcou para o dia 14 de maio a ‘‘Marcha dos 50 mil’’, que vai sair da Boca Maldita, em Curitiba, às 13h30, em direção à Assembléia Legislativa. A intenção é apresentar um projeto de iniciativa popular – com mais de 60 mil assinaturas – suspendendo a autorização do Estado para vender a estatal de energia.
De olho nas movimentações populares, o presidente da Copel e secretário de Fazenda, Ingo Hubert, admitiu que a privatização da Cesp Paraná (16 de maio) servirá de ‘‘termômetro’’ para aferir o potencial de venda da Copel. ‘‘O nosso cronograma não precisa ser atrelado ao da Cesp, mas há, sem dúvida, influência.’’ De acordo com Hubert, dependendo de quem participar do leilão da Cesp e de quanto for pago pela companhia, o Paraná terá condições para criar uma expectativa melhor sobre o desempenho de venda da Copel. Enquanto a Cesp Paraná atua somente na área de geração de eletricidade, a Copel é constituída por uma holding controladora de empresas de geração, transmissão, distribuição e de participações em outras companhias. O lucro registrado pela companhia no ano passado foi de R$ 430 milhões. (M.D. e Agência Estado)

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