Porto Alegre - A maratona de eventos agregados ao Fórum Social Mundial (FSM) começa hoje, em Porto Alegre, com a abertura do Fórum Mundial da Teologia e Libertação. O encontro reúne 200 teólogos ligados a igrejas cristãs da América, Europa, África e Ásia, que debaterão a ambiguidade da experiência religiosa. Ao contrário de algumas atividades de grande visibilidade do FSM, a reunião de teólogos será discreta, no quase deserto campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, mas pode ter polêmicas. Temas como a hierarquia das igrejas e a limitação à participação da mulher e dos homossexuais devem ser apresentados.
Os participantes também reavaliarão a trajetória da Teologia da Libertação, um movimento eclesial latino-americano que se aproximou da luta política e da defesa dos direitos humanos nos anos 70 e se recicla desde o início da década de 80 para assimilar novos temas, como feminismo e ecologia e renovar a espiritualidade, que cedeu terreno às correntes pentecostais e carismáticas. Entre os participantes do encontro, estão os brasileiros Carlos Alberto Libânio Christo, o ''frei Beto'', e Leonardo Boff, o espanhol Juan José Tamayo e o francês Claude Geffrè.

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