Fórum da Copel mantém pressão na AL
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sábado, 20 de outubro de 2001
Maria Duarte<br> De Curitiba 
Mesmo sob a garantia da liminar dada pela Justiça Federal suspendendo o leilão do dia 31, o Fórum Popular Contra a Venda da Copel se mantém alerta e toma outras iniciativas. Amanhã, o fórum vai pedir ao presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), que aceite a tramitação de dois projetos que colocam mais freio no processo de privatização. A liminar contra o leilão foi obtida na quinta-feira pelo deputado Irineu Colombo (PT) e pelo vereador André Passos (PT-Curitiba), em nome do fórum.
A reunião, marcada antes da liminar, está agendada para as 9 horas. O fórum vai cobrar o posicionamento da nova bancada do PSDB sobre o caso. O coordenador-executivo do fórum, Nelton Friedrich, lembrou que o diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Euclides Scalco (PSDB), já defendeu a manutenção da geração de energia da empresa em poder do Estado. Brandão também manifestou a mesma opinião. O fórum lembra ainda que os tucanos prometeram posição independente em relação ao Palácio Iguaçu.
O movimento considera essa a última tentativa de acordo com a presidência da AL. Caso não consiga pôr os projetos em votação, o movimento - formado por cerca de 400 entidades e Câmaras Municipais em todo Paraná - aposta nos tribunais. ''Contamos com a Justiça para manter a empresa'', disse Nelton.
Um dos projetos que o movimento quer que seja votado está assinado pela bancada de oposição na Casa, e prevê a realização de plebiscito. Mas, como um projeto igual foi retirado de pauta pelo autor, José Maria Ferreira (PDT), a mesa exige 28 assinaturas para a reapresentação. O projeto tem 24 assinaturas, mas Brandão aponta a necessidade de 28. Segundo ele, a vontade popular já foi expressa quando foi votado (e rejeitado) o projeto popular que impedia a venda.
O outro foi elaborado pela bancada do PPS - Cézar Silvestri e Marcos Isfer - e proíbe a venda da parte de geração de transmissão de energia. O projeto foi arquivado, no primeiro semestre, a pedido dos autores. O arquivamento fez parte de uma manobra da oposição, que decidiu retirar os projetos da pauta temendo que eles fossem derrubados pela base governista. A matéria também precisa de 28 assinaturas.


