Fórum da CMTU fica focado em servidores
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terça-feira, 03 de junho de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Projetado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) como uma forma de discutir a finalidade e os serviços prestados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o fórum de discussões "A CMTU que Queremos e Precisamos" se destacou pela presença maciça de servidores da empresa e ausência da população. A última audiência pública foi realizada anteontem, na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), quando foi debatido o regime jurídico que deve ser adotado para a realização de serviços públicos como trânsito, capina e roçagem, limpeza pública e até a administração do Terminal Urbano, todos sob responsabilidade da companhia.
As possibilidades apresentadas seriam a manutenção da atual personalidade jurídica ou a transformação em empresa pública, autarquia ou fundação pública. Essas duas últimas, entretanto, ensejam diferença na forma de contratação de funcionários, que são estatutários e não os chamados celetistas.
Como empresa de economia mista, a CMTU pode oferecer serviços a outras prefeituras ou à iniciativa privada, como forma de gerar lucros. Entretanto, a receita mensal da empresa é de R$ 1,5 milhão, enquanto os gastos chegam a R$ 1,7 milhão.
Com alta participação dos funcionários, as perguntas que antecederam as propostas giraram em torno do que ocorreria com os servidores em caso de nova personalidade jurídica, se poderiam permanecer como estatutários ou convertidos a celetistas, ou, ainda, se poderia haver demissão.
Propostas surgidas também fazem relação com a diminuição de atribuições e reclamações pontuais sobre problemas internos, como falta de papel higiênico, café e copos plásticos.
O presidente da companhia, Carlos Geirinhas, admitiu que "esperava mais" do fórum. "Virou uma defesa de interesses dos servidores, o que é válido. Mas os serviços desenvolvidos pela CMTU são para benefício de 560 mil pessoas e faltou ouvir essas vozes. Faltou saber o que a sociedade londrinense quer", avaliou.
O assessor do prefeito Kireeff José Carlos Bruno de Oliveira, responsável por compilar as sugestões para análise do grupo de trabalho que dará sugestões sobre o futuro da CMTU, afirmou que o grupo irá se aprofundar e "com conhecimento técnico, orientar o prefeito com sugestões". O prazo para entrega do relatório é até o dia 9 de junho. As propostas do grupo de trabalho devem ficar prontas até o dia 26.


